sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

SACRIFÍCIO



























O silêncio me disse uma vez
tudo como eu deveria me sentir,
isto esta me sufocando aos poucos,
quando eu realmente verei um sacrifício?,

caminhe na estrada, tudo o que eu necessito,
antes de receber minha chance, palavras brancas,

não é desta vez,
não, não será como antes,
eu cheguei a acreditar em um sacrifício,

deixando tudo decidido,
como a roupa que te veste,
ou a carruagem que te leva adiante,

quando você se vê sozinho,
isto esta me sufocando aos poucos,
antes de receber minha chance, palavras brancas,
quando eu realmente verei um sacrifício?,

o sábio enfrenta o olho da tempestade,
com lágrimas vivas no rosto e a alma em chamas,

deixando tudo decidido,
como os trapos que jogamos ao poço mais profundo,

quando você precisa de alguém,
é quando você esta sozinho,
caminhe na estrada, tudo o que eu necessito,
antes de receber minha chance, palavras brancas,


quando eu realmente verei um sacrifício ?.


LEANDRO OCSEMBERG

AFINIDADE


























É esta a sua analogia?,

cavado na pele, você inventaria outro,
nunca foi fácil, agora esta mais difícil?,

livros e diplomas não provam nenhuma verdade,

não, não venha correndo, é a sua afinidade
criando para destruir, se ela falasse você ouviria?,

não, não venha correndo,
como crianças sem inocência, iremos nos acusar,

na invenção de sua maquiagem,
eu me desvio da estrada pelo som
entre o alto e o baixo, sua caçada obsessiva,

não, não venha correndo,
eu irei envolver o meu, sem vestígio algum no olhar,
apenas a espera de um espaço sem palavras,

se ela ponderasse, você escutaria?,

não, não venha correndo,
como crianças sem ingenuidade, era assim que deveria ser?,

eu tolerei sua voz por anos,
contido aos seus raciocínios, é esta  a sua afinidade?,

não, não venha correndo, eu não terei outra igual,
eu irei envolver o meu, sem vestígio algum no olhar,

apenas à espera de um lugar singelo.


LEANDRO OCSEMBERG

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

FRÍVOLA



























Anule suas palavras,
eu te banharei em inocência de amor,

no intenso do seu olhar de novo,
é a mesma insanidade envolvente,
então eu cairia de novo no mesmo recinto,

se eu esperei, por que você não pode ceder?,
eu só preciso de alguém que tome conta de mim,

sentimentos à deriva,
acabados, ainda não,
é sempre do seu jeito,
se você for primeiro, você me esperará?,

desejos à deriva,
acabados, ainda não,
é sempre o mesmo efeito,
se eu for primeiro, eu te esperarei,

no intenso do seu olhar de novo,
é onde tenho que me procurar?,


os céus me abandonaram para morrer,
nunca foi do nosso jeito,  frívola?,
já fomos longe de mais em nossa busca,

amor a deriva,
consumido, ainda não,
se você for primeiro, você me esperará?,
já fomos longe de mais em nossa busca,

se eu for primeiro, eu te aguardarei.


LEANDRO OCSEMBERG

AS LÁGRIMAS DE DEUS



























Ouça-me,
que milagre virá do criador?,
sinta-me,
em ondas de dor que cobrem os meus pés,

eu já estive camuflado no escuro
chamando por você, as lágrimas de Deus desabaram,
castigado por seu abandono,

sonhando, eu desenhei o seu rosto
tentando sem noção te encontrar,
eu cometi meu deslize te aguardando,

eu já estive oculto no escuro
ferido, você me deixa sozinho neste lugar,
em ondas de dor que cobrem os meus pés,

eu cometi meu deslize te esperando,
por ter errado antes, você me deixa sozinho neste lugar,
eu fui punido por seu amor?,

chamando por você, as lágrimas de Deus ruíram,
eu já estive oculto no escuro, longe de casa,
que milagre virá do criador?, eu só quis a morada de seus braços,

eu cometi meu deslize te esperando,
tentando sem noção te encontrar,

e agora você me deixa sozinho neste lugar.


LEANDRO OCSEMBERG