sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

DESPONTAR



























Decifre-me
em acalantado sonho,
qual a ensejo para existir?,

riscado na arena dos deuses
todo sonho poético é uma demanda de um clero,
onde a alma quer se despontar,

nos prados de seu jardim secreto,
a vida pura quer se manifestar,
em lodo de sangue corrupto, jorrado aos cantos
que dor irá nos despertar?,

palavras ao vento,
sentimentos nas paredes,
um pouco de nada na magica da desesperança,

convida-me a uma canção,
sim, aquela doce sinfonia que traz vida,
letra de amor, encantadora sem amar
da realidade anexa interminável,

apartadas sem versos,
no profundo desejo que reverencio,
da solidão que me faz um deus,

em rimas de pura fantasia,
o encanto do seu olhar embolsa vida,
no eterno ego quer se naufragar,

onde a dor jaz dentro de mim sem fim.


LEANDRO OCSEMBERG

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