Decifre-me
em acalantado
sonho,
qual a ensejo
para existir?,
riscado na
arena dos deuses
todo sonho
poético é uma demanda de um clero,
onde a alma
quer se despontar,
nos prados
de seu jardim secreto,
a vida pura quer
se manifestar,
em lodo de
sangue corrupto, jorrado aos cantos
que dor irá
nos despertar?,
palavras ao
vento,
sentimentos
nas paredes,
um pouco de
nada na magica da desesperança,
convida-me a
uma canção,
sim, aquela
doce sinfonia que traz vida,
letra de
amor, encantadora sem amar
da realidade
anexa interminável,
apartadas
sem versos,
no profundo
desejo que reverencio,
da solidão
que me faz um deus,
em rimas de
pura fantasia,
o encanto do
seu olhar embolsa vida,
no eterno
ego quer se naufragar,
onde a dor
jaz dentro de mim sem fim.
LEANDRO
OCSEMBERG

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